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Tuesday, October 24, 2006

:. O mestre das teclas pretas Herbie Hancock

Fala Nego!
Aproveitando a vinda do rei do jazzfunk americano Herbie Hancock ao Brasil, resolvi fazer um breve panorama desse consagrado (e já falado no Blog) gênio das teclas pretas.

O nome completo do mestre é Herbert Jeffrey Hancock, nasceu em Chicago, Estados Unidos, em 12 de abril de 1940.

Tudo começou aos sete anos de idade, no entanto, aos 11 já dava início à carreira de menino prodígio negro, tocando em concertos em uma orquestra sinfônica local.

Mas só entrou para valer no time dos grandes jazzistas de sua época aos 21 anos, ao ser convidado para tocar com Donald Byrd em 1961 e, posteriormente, ao assinar com a Blue Note Records o lançamento do seu álbum solo de estréia, "Takin Off" de 62.

Em 1963 foi convidado por Miles Davis para formar o famoso e inesquecível quinteto de jazz com mais três gigantes: Ron Carter, Tony Williams e Wayne Shorter. Durante esse criativo período de sua carreira, Hancock continuou dando andamento aos seus projetos solo, criando novos temas e trilhas para filmes como “Blow Up” e discos como "Maiden Voyage” e "Speak like Child".

Aos poucos foi migrando para o uso do piano elétrico (Fender Rodhes) e sintetizadores, pois apesar de sua formação completa como músico de jazz acústico, nunca teve medo de testar novidades tecnológicas em suas criações, gravando nessa época o álbum de jazz-funk “Fat Albert Rotunda” com sua nova banda, os “HeadHunters”

Em 1973, Hancock realmente conseguiu encontrar a base mais forte do seu trabalho, unindo o jazz funk aos timbres e elementos dos primórdios da música eletrônica no impressionante disco e mais importante da sua carreira, “Head Hunters”.

Posteriormente, para contrapor aos trabalhos anteriores, Hancock volta a tocar um jazz mais acústico com Miles Davis no grupo V.S.O.P. no Festival de Newport de 1976. Foi uma reunião de antigos parceiros e integrantes do quinteto de Miles, com Freddie Hubbard como trompetista.

Em 1978, Hancock fez duos com Chick Corea - eu particularmente acho chato - resultando no dico celebrado pela crítica, Corea Hancock.

Uma curiosidade na sua carreira nesse período (entre 78 e 80) – O inquieto músico fez uma breve, mas não menos interessante, incursão pelo cenário da música no Japão, produzindo dois discos para a cantora Kimiko Kasai : "Butterfly" ( foto abaixo) e "Round & Round", ao mesmo tempo que gravava dois álbuns solo: "Flood" e "Directstep". Todos, porém, só foram lançados no Japão em prensagens limitadas.

Durante os anos 80 e 90, o versátil, inovador, nada quieto e já consagrado pela crítica e público, Herbie Hancock, deu andamento a sua busca pela inovação criativa, alternando a sua influência funk com o jazz acústico moderno e os novos recursos eletrônicos, fazendo diversas trilhas para filmes, como o clássico Round Midnight, de Bertrand Tavernier, se aproximando do pop e das novas mídias com lançamento pela MTV ( 83) do single Rockit, tocando em inúmeros festivais pelo mundo com músicos como, Irmão Marsalis, George Benson, Michael Brecker, entre outros.

O mais recente trabalho de Hancock, “Possibilities”, é um trabalho bem pop e cheio de parcerias com músicos e cantores da nova safra e outros já consagrados, entre eles, John Mayer, Damien Rice, Lisa Hannigan, Sting, Annie Lennox, Joss Stone, Johnny Lang, Paul Simon, Raul Midón, Carlos Santana, Angelique Kidjo, Christina Aguilera and Trey Anastasio.

:. Alguns dos projetos comentados no texto acima:

1 Comments:

Blogger PhatGirl said...

Parabéns - um texto ótimo sobre o mestra das teclas!
Nem sabia que ele trabalhava no Japão.
Bjs,E

6:23 AM

 

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